-Não é fácil, porque tenho muitas lembranças boas, apesar de nem todas serem boas. Mas acho que foi a final de 2002. Sei que, para nós, não foi uma boa lembrança, é até triste. Perdemos a final para o Brasil, e Ronaldo marcou duas vezes. Porém, pouca gente acreditava que a Alemanha passasse da primeira fase e chegamos à final - disse Kahn, em entrevista para a série "Os Superfavoritos da Copa", que vai ao ar neste domingo, no "Esporte Espetacular" da Tv Globo.Mesmo sem o título mundial, Oliver Kahn entrou para a história do futebol, como o primeiro camisa 1 a ganhar a eleição de melhor jogador de uma Copa. Título muito contestado, já que o atleta era eleito antes da decisão acontecer.
- Hoje, não penso muito na final de 2002. A questão é que fiz um torneio quase perfeito e fui o primeiro goleiro a ser premiado, não só como melhor goleiro, mas como melhor jogador do torneio. Mas, infelizmente, de maneira traumática, falhei na final.
Aos 40 anos, Kahn não veste mais as luvas. Em sua vitoriosa carreira, levantou muitas taças de campeão pelo Bayern de Munique: oito campeonatos alemães, seis Supercopas e seis Copas da Alemanha, uma Liga dos Campeões da Uefa e um Mundial Interclubes. Pela seleção, o título da Eurocopa de 1996. Apesar de toda a bagagem, o goleiro não quer ficar lembrando do passado, prefere levantar a cabeça e olhar para a frente.-Joguei 20 anos no Campeonato Alemão, cerca de 12 ou 13 anos na seleção alemã e digo que não sei qual lugar ocupo na história do futebol do meu país. Para mim, essa não é uma questão importante. Quero me desenvolver sempre e, agora, estou fazendo coisas diferentes. Tive uma grande carreira, mas terminou e pronto. Não gostaria de ficar sempre falando do meu passado como jogador. Não acho legal viver como ex-jogador, sempre pensando no passado. Acho que é melhor pensar no futuro - finalizou.

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